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Monday, October 26, 2026
PRESIDENTE DA REPÚBLICA ANUNCIA VOOS DIRECTOS ENTRE NACALA E ADIS ABEBA
VOOS DIRECTOS ENTRE NACALA E ADIS ABEBA ARRANCAM NA TERÇA-FEIRA
Os voos directos entre Nacala e Adis Abeba, capital da Etiópia, arrancam nesta terça-feira 27 de Outubro de 2026, anunciou recentemente o Presidente da República, Daniel Chapo, em Nacala, sublinhando que a ligação é mais um dos resultados das viagens e da diplomacia moçambicana.
“Trabalhamos para transformar este Moçambique com acções concretas que vão transformar Nacala, transformar Nampula, transformar todo o nosso país. É por isso que, na próxima terça-feira, dia 27 de Outubro, vai aterrar neste nosso aeroporto (Aeroporto de Nacala) a primeira ligação internacional através da Ethiopian Airlines”, afirmou o Presidente da República.
O Chefe do Estado falava na cidade de Nacala, província de Nampula, no norte do país, durante a abertura da primeira edição da Conferência sobre Adição de Valor com Base em Minerais e Recursos Energéticos Disponíveis, organizada pelo Governo, ocasião em que anunciou a ligação aérea directa entre Nacala e a capital etíope.
“A partir de terça-feira, três vezes por semana, quem quiser viajar para o mundo pode sair de Nacala. Não precisa de ir a Maputo, não precisa de ir a Joanesburgo, mas, a partir de Nacala, tem um voo directo para Adis Abeba e, de lá, para o Dubai, Portugal, Índia, China ou qualquer parte do mundo”, afirmou.
Daniel Chapo acrescentou que a cidade de Nacala é um ponto de convergência, com potencial em diversos recursos, e que está agora a projectar-se a nível mundial. O Presidente explicou ainda que a conectividade aérea é importante para impulsionar os negócios pretendidos para a região.
“E este voo, a partir de terça-feira, resulta das nossas viagens para a Etiópia. Vamos continuar a ir e a viajar para trazer mais benefícios para o povo moçambicano”, declarou o Chefe do Estado.
DANIEL CHAPO PARABENIZA LULA DA SILVA PELA VITÓRIA NAS ELEIÇÕES 2026
DANIEL CHAPO FELICITA LULA DA SILVA PELA REELEIÇÃO À PRESIDÊNCIA DO BRASIL.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de felicitações ao Presidente reeleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, pela vitória alcançada na segunda volta das eleições presidenciais brasileiras, realizada no último Domingo 25 de Outubro de 2026.
Em nome do Governo e do povo moçambicano, o Chefe do Estado, através de uma mensagem partilhada pelo Gabinete de imprensa da Presidência da República, desejou sucessos ao estadista do Brasil no exercício das suas funções e prosperidade ao povo brasileiro.
No documento, Chapo destacou os profundos laços históricos de amizade, solidariedade e cooperação entre Moçambique e Brasil, realçando a irmandade linguística bem como as afinidades culturais que unem os dois povos.
Daniel Chapo manifestou ainda confiança no aprofundamento e na diversificação das relações bilaterais, reafirmando o compromisso de Moçambique em fortalecer a parceria com o Brasil nos domínios de interesse comum, em benefício dos dois países e dos seus povos.
Refira-se que, com a reeleição, Lula da Silva torna-se no primeiro presidente na história do Brasil a cumprir quatro mandatos presidenciais, tendo sido 2003, 2007, 2023 e agora reeleito para mandato de 2027.
Salientar que Lula Inácio da Silva, foi reeleito na segunda ronda da eleição com uma vitória de 51,03% contra 48,97% do seu opositor Flavio Bolsonaro.
Aurélio Sambo - Maputo
Saturday, May 27, 2023
TRIBUNAL DE JUSTIÇA SUL AFRICANA LAVA AS MÃOS.
O Tribunal Constitucional da África do Sul recusou o pedido de Moçambique de travar a extradição de Manuel Chang, ex-ministro das Finanças, para os Estados Unidos da América (EUA), onde deve responder a acusações relacionadas com as dívidas soberanas vulgarmente conhecidas como “dívidas ocultas”.
“A permissão para recorrer deve ser recusada por falta de perspectivas razoáveis de sucesso”, lê-se no acórdão desta quarta-feira, 24, do tribunal sul-africano.
Segundo a ordem judicial, o coletivo de 10 juízes Sul Africanos da mais alta instância da Justiça sul-africana, ordenou ainda a PGR de Moçambique a suportar as custas legais do pedido, apresentado fora de prazo. ver mais em
https://e-global.pt/noticias/lusofonia/mocambique/tribunal-constitucional-da-africa-do-sul-recusa-pedido-de-mocambique-no-caso-dividas-ocultas/
Wednesday, May 24, 2023
AGENTES DA PRM MATAM QUATRO JOVENS EM NACALA
Agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), na Cidade de Nacala Porto, na província de Nampula balearam mortalmente quatro jovens que participavam de uma manifestação popular no passado dia 15 de Maio. A crença popular de que doenças como cólera e diarreias são propagadas pelas autoridades locais, incluindo responsáveis do bairro Quissimajulo, esteve na origem dos tumultos.
Aliás, Tudo começou quando três crianças da mesma família morreram vítimas de diarreias e vómitos, situação que levou os pais e vizinhos a concluírem que os responsáveis do bairro, nomeadamente o secretário e os líderes comunitários, haviam espalhado a doença para matar pessoas.
Entretanto, a crença desencadeou túmulos e, segundo contou o chefe de quarteirão 15, Gustavo Pilale, pelo menos 20 casas de líderes comunitários foram destruídas por populares. A Polícia foi chamada a intervir para conter os ânimos dos populares que estavam a vandalizar o Centro de saúde local, o Posto Policial e as residências dos responsáveis do bairro, incluindo de líderes comunitários.
E a Polícia, chegado no bairro, usou armas de guerra para conter a revolta popular e quatro pessoas foram atingidas. Segundo o chefe de quarteirão 15 do bairro Quissimajulo explicou que não foi possível socorrer os jovens alvejados para o hospital uma vez que os manifestantes abriram covas profundas na estrada para impedir a entrada e saída de viatura das autoridades no bairro. assim, os quatro acabaram perdendo a vida no local onde foram atingidos por balas disparadas pela PRM.
Por outro lado, devido à situação de insegurança que se instalou no Bairro Quissimajulo, os profissionais da saúde abandonaram Centro de saúde local e alguns membros da PRM puseram-se em fuga.
Factos que fez com o recenseamento eleitoral fosse foi interrompido, aguardando-se pela restauração da ordem e tranquilidade públicas.
Tumultos motivados por crenças populares relacionadas com a eclosão e propagação de cólera são recorrentes na região Centro e Norte de Moçambique, sobretudo nas províncias de Nampula e Zambézia. Isso reflecte, em parte, a fraca sensibilização das pessoas sobre o surto de doenças epidêmicas em determinados períodos de ano.
Importa referir que no passado Sabado 13 de Maio, um genro do líder Comunitário de 34 anos foi apedrejado e espancado pela população até a morte no Distrito de Gurué, povoado de Ruace na província Zambézia no lugar do seu sogro que é acusado de propagar cólera, Sidner Lonzo, porta-voz da PRM confirma o caso mas não houve nenhum detido em conexão com o caso.
“Enquanto as autoridades de saúde não reforçarem a educação cívica e sensibilização das pessoas, a crença segundo a qual doenças como cólera são propagadas por responsáveis locais vai continuar no imaginário social, reforçando a falta de confiança nas instituições do Estado”. Disse o Porta-voz.
Aurélio Sambo
Jornalista freelancer
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Sunday, September 23, 2018
CHINA COMPRA PAIS EM AFRICA
CHINA COMPRA PAIS EM AFRICA
A Zâmbia corre o risco de perder sua soberania devido à
sua enorme dívida externa à China, escreve o RT.
Segundo a edição Africa Confidential, a atual crise no
país africano se deve à dívida enorme perante empresas e fundos chineses que
não é capaz de pagar. O país até poderá ser obrigado a entregar a Pequim a
propriedade de suas infraestruturas de transporte e energia, assim como algumas
indústrias extrativas promissoras, inclusive de diamantes.
A rede estatal de rádio e televisão ZNBC já
pertence à China, enquanto a empresa de energia estatal ZESCO, que produz 80%
da eletricidade na Zâmbia, está a caminho de se tornar propriedade de uma
empresa chinesa, sublinha o RT.
Tesouro dos EUA
CC BY 2.0 / KURTIS GARBUTT / US TREASURY
Por que China reduz seus investimentos em títulos da dívida pública
norte-americana?
Muitas das dívidas têm a ver com projetos de construção ainda financiados pela
China. O gigante asiático obriga a Zâmbia a participar com 15% em todos os
projetos, aumentando a dívida na progressão geométrica, pois o país
simplesmente não tem dinheiro. Assim, se as autoridades zambianas não pagarem
os empréstimos, Pequim poderá confiscar os ativos.
A situação fez com que o Reino Unido, Finlândia, Irlanda e Suécia tenham retido
34 milhões de dólares destinados a apoiar iniciativas da Zâmbia em educação e
assistência social, pois temem que este dinheiro seja utilizado
inapropriadamente, segundo informou a ministra das Finanças do país, Margaret
Mwanakatwe.
A dívida externa da Zâmbia aumentou de 8,70 bilhões de
dólares no fim de 2017 para 9,37 bilhões em junho deste ano, segundo a Reuters.
Além disso, o seu Ministério das Finanças anunciou no fim de agosto que a
dívida pública do país atingiu 14,6 bilhões de dólares, ou seja, 53% de seu
PIB.
Segundo opina um analista do jornal russo Vzglyad,
"na prática os chineses compraram todo o país […], impondo a este dívidas
insuportáveis e agora estão prontos a 'receber o lucro'".
Enquanto que Professor Michelo
Hansungule tornou publico no jornal on-line Zambiawacthdog que, a lei zambiana
sobre empréstimos ou "dívidas públicas" e como eles devem ser
contratados pelo executivo é muito clara.
Isso é regido pela
constituição de 2016 conforme alterada. O artigo 65 da constituição prevê que:
(1) O Parlamento aprovará
legislação através de contas aprovadas pela Assembleia Nacional e consentidas
pelo Presidente.
(2) A Assembleia Nacional
supervisionará o desempenho das funções executivas através de:
(a) assegurar a equidade
na distribuição dos recursos nacionais entre o povo da Zâmbia;
(b) apropriação de fundos
para despesas de órgãos do Estado, instituições do Estado, administração
provincial, autoridades locais e outros órgãos;
c) escrutínio das despesas
públicas, incluindo despesas de defesa, constitucionais e especiais;
(d) aprovar a dívida
pública antes de ser contratada; e
e) aprovar acordos e
tratados internacionais antes de estes serem aceites ou ratificados. (sic)
Eu delineei
deliberadamente três parágrafos, porque eles são os mais importantes para esta
intervenção.
Particularmente os dois
últimos parágrafos, a ideia de provê-los na constituição é para controlar os
empréstimos imprudentes dos políticos e membros inexperientes do executivo. No
passado, a dívida pública, apesar da palavra "público", era um
processo altamente confidencial que não era regulamentado pela constituição.
Somente os membros do gabinete e às vezes apenas o presidente e o ministro das
Finanças contratariam e de fato conheceriam a dívida do país e a quem a dívida
é devida.
Os zambianos se lembram
dos infames 6 bilhões de dólares que o país teria devido às organizações
financeiras internacionais durante o mandato de Kenneth Kaunda e como isso foi
usado pela oposição para remover Kaunda do poder?
A maioria dos detalhes foi
um esboço que ajudou os adversários do Kaunda. Voltando ao ponto acima, o
artigo 65 (2) (d) claramente torna inconstitucional e, portanto, ilegal para o
país contrair qualquer dívida pública, a menos que esta tenha sido aprovada
pela primeira vez pelo Parlamento. Nos termos desta lei, a contratação de
dívida pública por qualquer pessoa, incluindo o presidente que não tenha sido
aprovado pelo Parlamento, torna essa dívida ilegal.
Não se pode argumentar que
essas ações são atendidas pelo parágrafo 1 do artigo 65, que diz:
(1) O Parlamento aprovará
legislação através de contas aprovadas pela Assembleia Nacional e consentidas
pelo Presidente.
Algumas pessoas no governo
argumentaram timidamente com base nisso que, a menos que o Parlamento promulgue
a legislação contemplada neste parágrafo, que até a redação deste artigo não
tenha, a dívida pública pode continuar a ser contratada em desconsideração dos
claros termos proibitivos do artigo 65 (2) ( d). Muito claramente, isso é uma
interpretação incorreta.
Se a legislação
contemplada no artigo 65 (1) ainda não está em vigor, isso significa que o
Parlamento como um todo deve aprovar qualquer dívida pública antes de ser
contratada, conforme previsto no artigo 65 (2) (d), que pelos termos do
constituição, qualquer dívida contratada é inconstitucional e ilegal. Isso
significa que, na ausência da lei prevista no artigo 65 (1), que se destina a
orientar o exercício do artigo 65 (2) (d), este último parágrafo deve orientar
o exercício do poder de contratar dívidas públicas.
Além disso, a constituição
é a lei primária que é a fonte da "legislação" referida no artigo 65
(1) e não vice-versa. A ausência do parágrafo 1 da legislação que deveria ter
sido introduzida pelo Ministério das Finanças não afeta a aplicação obrigatória
do artigo 65 (2) (d) em todas as dívidas públicas. Isto também está de acordo
com a parte 1 sobre a supremacia da constituição, que prevê que a constituição
é a lei suprema da terra.
Consequentemente, todas as
dívidas públicas que foram "contratadas" pelo governo após a entrada
em vigor da constituição são inconstitucionais, nulas e sem efeito, na medida
em que lamentavelmente fracassam o artigo 65 (2) (d) constitucional reunido.
Não importa se essas dívidas foram assinadas pelo presidente Lungu como a State
House parece sugerir. O Presidente Lungu ou qualquer outra pessoa ou autoridade
não são contemplados como “autoridades contratantes” pelos claros termos do
artigo 65 (2) (d).
Se, por outro lado, o
Parlamento tiver desempenhado este papel, deve contradizer esta afirmação e
publicar provas nesse sentido. Além disso, as partes de quaisquer dívidas
públicas contratadas após a entrada em vigor da constituição de 2016 conforme
alterada estão em relacionamentos ilegais que não são aplicáveis.
Mas isso ilustra o caráter
do Presidente Lungu. Além disso, ele é ignorante sobre a governança, é seu
caráter para ficar animado com dinheiro, portanto, ele assina contratos,
incluindo contratos internacionais de qualquer maneira. A crença equivocada que
se torna ele ocupa o cargo de presidente e, portanto, é o soberano em nada cura
a exigência obrigatória dos termos expressos da Constituição. Nos termos da
constituição, o presidente Lungu, ou qualquer outro presidente, não pode anexar
sua assinatura a qualquer dívida pública, a menos que somente após o
cumprimento da Constituição.
O presidente da Zâmbia,
Edgar Lungu, aperta a mão do presidente da China, Xi Jinping, antes de sua
reunião bilateral no Grande Salão do Povo em Pequim, China, em 1º de setembro
de 2018.
Imagem: Nicolas Asfouri /
Pool via REUTERS
INTERNET GRATUITA PARA MOÇAMBIQUE
Para prover internet grátis à
população
Movitel e INCM assinam acordo
A Movitel SA e o Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique (INCM), rubricaram um acordo para
implementação do projecto de praças digitais em 6 (seis) municípios,
nomeadamente, Beira, Quelimane, Gurué, Nampula, Pemba e Mueda O objectivo é
prover internet Internet da Banda Larga (Wi-Fi) de uso gratuito.
Nestes municípios foram eleitas as
praças: 3 de Fevereiro e Municipio de Quelimane – Praça do Jardim dos Namorados
e Jardim da Piscina Minicipal; Municipio de Nampula: Praça do Jardim Parque e
Praça Central na Avenida Eduardo Mondlane; Municipio de Pemba: Praça da Praia
do Wimbe; Municipio de Gurué: Praça da Rotunda Municipal; Municipio da Ilha de
Moçambique – Praça do Jardim Josina Machel, Praça do Jardim dos Comandates
–Museu e Praça da Escola Secundaria da Ilha de Moçambique, nomeadamente.
O projecto tem o suporte financeiro
do Fundo do Serviço de Acesso Universal (FSAU),
onde a MOVITEL co-participa com material tecnico a ser usado.
“Este
acto, enadra-se nas actividades de responsabilidade social que temos
desenvolvido um pouco por todo pais e acreditamos que com os parceiros certos
teremos mais gente a usar a internet e, assim, obtendo mais conhecimento do
mundo” considerou Hélder Cassimo,
director de comunicacao da empresa MOVITEL.
Segundo a nossa fonte, o projecto
encontra-se na fase de entrega e esta devera acontecer de forma gradual de modo
a permitir que a populações possam fazer usufruto desde beneficio.
A primeira Praça a ser inaugurada foi
a da praça do Jardim Josina Machel na Ilha de Moçambique, no dia 17 de Setembro
do corrente ano, que conscidiu com a comemoração dos 200 Anos da Ilha de
Moçambique. Esta efemeride contou com a presença do Chefe do Estado Filipe
Jacinto Nyusi.
“E
subsequentemente proceder-se-á inauguração das outras Praças em datas a ser
comunicadas.”concluiu a fonte.
Wednesday, May 20, 2015
GAS NATURAL VISTO COMO PROMESSA DE ELECTRICIDADE A BAIXO CUSTO
Gás natural visto como promessa de electricidade a baixo custo
Estudo da
McKinsey & Co. afirma que tal fonte pode gerar até 40% da
electricidade na África Austral até 2020
Por: Aurélio Sambo
O preço da
energia elétrica em Moçambique pode baixar num futuro próximo
devido às pontencialidades do gás natural na região, afirma estudo
publicado pela firma de consultoria McKinsey & Company. A firma
prevê que até 40% da electricidade da África Subasaariana pode ser
gerada pelo gás natural até 2020, num total de 700 terawatts/hora.
A Electricidade de Moçambique (EDM), por sua vez, afirma que estuda
projectos nesse sentido. Enquanto isso, alguns moçambicanos reclamam
do preço do serviço.
O estudo da
McKinsey projecta que o consumo na Africa Subsaaariana pode ser de
aproximadamente 1.600 terawatts/hora até 2040, quatro vezes mais que
em 2010. Contudo, calcula-se que para suprir essa demanda será
necessário um investimento de cerca de 490 biliões de dólares
americanos. Sendo assim, a energia gerada pelo gás natural na África
Subsaariana responderia por 44% da capacidade, seguido por carvão a
23%, hidrelétrica a 16% e, por último, a solar com 8%.
Ao apostar na
geração a gás, menos centralizada, Mocambique estaria livre de
situações como a que o país viveu durante as últimas cheias,
quando uma parte da região centro e toda zona norte ficaram 27 dias
sem energia eléctrica devido ao desabamento das torres de
transmissão de alta tensão ao longo da estrada nacional N1. A nova
legislação do gás e do petróleo também garante que 25% da
produção de gás no país deve ser direcionada ao mercado
doméstico, o que ajudaria a alimentar as potenciais termelétricas a
gás.
Segundo o
porta-voz da EDM, Alberto Banze, com os prejuízos após as cheias
de 2015, a empresa está a estudar mecanismos de o país não voltar
à situação de apagão de quase um mês. Desta forma, afirma Banze,
a empresa está desdobrar seus esforcos para mitigar problemas do
gênero futuramente. Como forma preventiva, estão em curso estudos
de projectos para descentralização da geração de energia, através
de sistemas alternativos como a geração a gás e outros.
Algumas
iniciativas já estão em curso. Em Dezembro de 2014, EDM e a Empresa
Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique (ENH) assinaram contrato
de fornecimento de gás natural para geração de energia no sul de
Moçambique, através da Central Térmica de Ressano Garcia (CTRG),
numa quantidade de dois milhões de gigajoules de gás no período de
2015 a 2017.
De referir que a
ENH e a EDM, ambas empresas públicas, são parceiras há vários
anos. Com efeito, a EDM é a maior consumidora, em termos de volume
de gás, do projecto da Rede de Distribuição de Gás no Norte de
Inhambane, operado pela ENH.
Preço é
motivo de críticas
Moçambicanos
entrevistados pela reportagem divergem sobre a qualidade do serviço
da EDM, mas concordam nas críticas ao custo.
Carlos Taimo, um
letreiro de 45 anos que reside no bairro de Mafalala, é cliente da
EDM há 10 anos e considera que os servicos prestados pela empresa
são de boa qualidade. Ele elogia a facilidade de poder comprar e
pagar os serviços via telefone.
Mas Taimo vê um
grande problema: o custo nos últimos anos aumentou drasticamente. Na
sua residência de tipo três chega a pagar 1.500 meticais por mês.
“Não se justifica que a gente tem que pagar caro a nossa energia
enquanto os sul-africanos pagam menos consumindo a nossa energia. O
Governo tem que ver bem isso”, disse ele. O excedente de
electricidade de Moçambique é exportado para a África do Sul.
Graça Manuel, de
35 anos e servente de mesa em um restaurante na cidade de Maputo, se
diz indignada com os servicos prestado pela EDM no município da
Matola, onde reside no bairro Singatela. Apesar dos cortes frequentes
que duram de cinco horas a dois dias consecutivos, ela paga
mensalmente entre 600 a 650 meticais.
Dulce Suzana, de
34 anos e residente do bairro São Damanso, também reclamou do preço
da electricidade e os cortes. Ela paga entre 300 e 350 meticais por
mês numa casa tipo 1, onde usa a electricidade apenas para
iluminação.
No momento a
maior parte da electricidade de Moçambique é gerada por usinas
hidroelétricas, mas o país também têm usinas a carvão (Moatize)
e a gás (Temane, operada pela Sasol, e Ressano Garcia, operada pela
CTG). A EDM informa que a capacidade de geração do país é de
cerca de 2.200 megawatts (MW), enquanto a demanda, que cresce 15% ao
ano, está na faixa de 1.600MW. Essa conta inclui a Mozal, cuja
produção de alumínio demanda quantidades significativas de
energia.
Em 2002, apenas
55 distritos dos 128 eram electrificados com a energia da
hidroelétrica Cahora Bassa. Em 2012, de acordo com os dados mais
recentes disponíveis, o total já tinha aumentado para 110, mas a
EDM calculava que apenas 18% dos moçambicanos tinham acesso à
electricidade.
Um exemplo das
limitações na rede é que parte da electricidade gerada no país
precisa ir à África do Sul para depois voltar à região do Maputo,
já que ainda não há ligação entre as redes do sul e do norte do
país.
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